Destruição da camada de ozônio

A partir de 1980, os cientistas começaram a acumular evidências de que a camada de ozônio estava sendo destruída, resultando num aumento dos níveis de radiação ultravioleta B que alcançam a superfície da Terra, que por sua vez pode levar a uma maior chance de exposição excessiva à radiação ultravioleta e desenvolvimento dos seus efeitos nocivos: câncer de pele, catarata, supressão imunológica, dentre outros.

  

Mario José Molina , DN 19/03/43 – México; Frank Sherwood Rowland, nascido em 28/06/27 – EUA; Prêmio Nobel de química em 1995.

Mario José Molina , DN 19/03/43 – México; Frank Sherwood Rowland, nascido em 28/06/27 – EUA; Prêmio Nobel de química em 1995. Em 1974 publicaram no Nature um trabalho que evidenciava a ameaça do CFC liberado na atmosfera, para a camada de ozônio

  

O processo de destruição da camada de ozônio começa quando o clorofluorcarbono (CFC) – largamente utilizado pela indústria em aerossóis, ar-condicionados, refrigeradores, espumas isolantes – e outras substâncias destruidoras de ozônio, também chamadas de ODS (ozone depleting substances), tais como pesticidas, metilclorofórmio e substâncias utilizadas nos extintores de incêndio, são liberadas na atmosfera.

Uma vez na atmosfera, esses produtos químicos, migram para a estratosfera, carregados por correntes de ar, num processo que pode levar vários anos. 

  

Destruição da camada de ozônio pelo CFC. Fonte: U.S. Environmental Protection Agency - EPA

Ao se degradar na atmosfera, pela ação da radiação ultravioleta , o CFC e demais ODS liberam átomos de cloro e bromo, dentre outros, que iniciam o processo de destruição do ozônio.

Estima-se que cada átomo de cloro atue como um catalisador, se combinando e destruindo cerca de 100.000 moléculas de ozônio, antes de ser removido da atmosfera.

Vários países do mundo reconheceram as ameaças da destruição da camada de ozônio e adotaram em 1987 um tratado chamado Protocolo de Montreal, para suspender a produção e uso de substâncias destruidoras de ozônio. Mesmo assim, estimou-se que a destruição da camada de ozônio alcaçaria seu pico entre os anos de 2000 e 2010.

O controle internacional reduziu a liberação de CFC e outras substâncias destruidoras de ozônio, entretanto o processo atmosférico natural só deverá reparar a camada de ozônio por volta do ano 2050. Até que ocorra a reparação da camada de ozônio poderemos esperar aumentos nos níveis de radiação ultravioleta na superfície da Terra e consequentemente de seus efeitos nocivos sobre todos os seres vivos.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente, U. S. Environmental Protection Agency – EPA